segunda-feira, 29 de maio de 2017

Primavera no quintal

Não consigo estar parada…. Enquanto não recomeçamos a recuperação do palheiro, por ainda ser um bocado cedo para a nossa saúde, dediquei-me à Primavera, ou melhor dizendo, a criar Primavera no quintal…
Para além de ter que andar sempre a dar cabo das ervas, que como sabemos crescem de forma desmedida, decidi criar

Seria tudo tão mais fácil se as ervas daninhas não existissem… Mas existem e dão muito trabalho, por isso de 15 em 15 dias há que sacar da roçadora e dar cabo delas…. Claro que a Primavera incentiva ainda mais o crescimento das ervas e, às vezes, esquece-se de incentivar o crescimento das plantas e flores, mas ainda assim eu gosto de andar a esgravatar na terra…. É um trabalho inacabado…
Para além de fazer novos canteiros, plantar e semear flores, decidimos (finalmente) recriar o espaço onde temos um depósito de 1000L: com “ladrilhos” e estacas de madeira, criei as paredes. No chão, fizemos uma caixa que enchemos com entulho e cobrimos de cimento e o depósito tem casa nova.
Depois disto, decidi que era tempo de tratar do espaço por debaixo ada enorme nespereira, que não dá fruto nenhum de jeito, mas tem uma copa magnifica.  Como o terreno aqui é muito inclinado, criamos desníveis, socalcos, que deram lugar a um novo canteiro e a um espaço para colocar um banco de jardim que já esteve em 1001 sítios… O banco já lá mora…







Entretanto, virámos a nossa atenção para outro local do quintal. Há já muito tempo que queremos colocar uma rede de um dos lados do terreno, junto ao muro mais baixinho, mas foi um projecto sempre adiado, até porque existia uma parte que tinha que ser bem pensada antes de colocar a dita rede: devido ao desnível do terreno, que tem quase 3m de desnível num espaço de 5m lineares, a rede teria que ser cortada e em três sítios e não estávamos nada convencidos com isso… Depois de muitas ideias, achamos a solução: colocámos um gradeamento em madeira nas partes do desnível e a rede vai partir da última grade. Escusado será dizer que gostámos do resultado e temos pena de não levarmos o gradeamento em madeira até ao final do terreno, mas é demasiado caro e, funcionalmente, não justifica…
Este é o aspecto:



Para além do Carlos, que me atura nestas (e noutras) andanças, temos sempre a companhia da Bonie e do Clide… ???? São as duas feras felinas que herdei da Inês e que me obedecem (quase…) e seguem como se fossem cães. Para estes dois gatos que estavam habituados a estar presos num apartamento, poderem sentir a liberdade de correr pelo terreno, perseguir moscas, borboletas e outras espécies, animalejas ou não, é um delírio…











Quem gostou muito de andar no quintal foi a Leonor: munida do seu pequeno regador, ajudou a regar as flores, regou os pés dela e a camisola, mas estava super feliz…

Vamos ver se este ano a fruta sai melhor, sem bicharedo, com a ajuda das armadilhas que o meu Pai nos ensinou. Para já as ameixas estão bonitas e já nasceram uvas (pela primeira vez…), maçãs e peras…








quinta-feira, 9 de março de 2017

Quando a vida nos prega partidas…

Dizia eu no post anterior que “queria estar no lugar da Leonor” e isso não tardou muito a acontecer. Só agora me “apetece” falar do assunto…
O dia 4 de Outubro de 2016 ficará sempre marcado como o inicio do resto da minha vida…
Estava muito divertida a almoçar com uma amiga e colega de trabalho, falando dos meus planos de viagem para o dia seguinte e para o ano de 2017, quando senti uma dor lancinante na têmpora esquerda que se propagou para a cabeça e que durou algum tempo que não sei quantificar... Era uma dor muito intensa, uma dor que nunca havia sentido… Quando ela abrandou, fomos até ao Continente fazer umas compras e aí comecei a ficar com a visão turva do lado esquerdo e a sentir desequilíbrios e náuseas. Foi com muita dificuldade que cheguei ao escritório e só aí pude constatar a palidez da minha cara. Sentei-me à secretária, mal conseguia falar, ainda fui à net tentar perceber o que se estava a passar, mas depois de vomitar, de muitas insistências em me levar ao hospital e falar com a Paula a pedir conselho, lá me decidi ir ao hospital, acompanhada da minha filha Inês, a quem pedi para vir ter comigo. Ainda passei na CUF do Pq Nações, onde entrei pelo meu pé, mas como me pediram uma caução, desisti e fui para o hospital de Loures. A viagem foi surreal, porque além da Inês ter carta há pouco tempo, também não conhecia o caminho, mas lá chegámos.
Às 16,30h estava a tirar a senha, o que quer dizer que já tinham passado 3h desde o episodio da dor de cabeça. Fui chamada quase de imediato para a triagem e quando explicava o que tinha acontecido ao enfermeiro, ele liga para alguém e dá o meu nome… Estranho…
Não demorou muito que me chamassem para a consulta, onde voltei a explicar o que havia sucedido. Quando a medica me examinou, perguntou de imediato qual era a cor da caneta que tinha na mão. Só me apeteceu chamar-lhe nomes; então não se via logo que era vermelha??? Mandou-me fazer exames e chamou um auxiliar para me por em cadeira de rodas… What??? Mas lá fui, de salto agulha e malinha no colo, a passar por quem estava à espera e que deve ter pensado que eu estaria a fazer ronha… Só após o resultado do TAC à cabeça percebi que tinha acontecido algo de muito grave… Nesta altura já a Paula, o Carlos, o Ricardo e Catarina tinham chegado ao hospital para se juntarem à Inês e à Belinha que, entretanto, também tinha vindo. Aliás a Paula já sabia de tudo o que se tinha passado, já sabia do resultado do TAC e já sabia o que ia acontecer a seguir. Lembram-se do telefonema do enfermeiro? Pois…
Assim, fiquei a saber que tinha sofrido um AVC hemorrágico, ligeiro. Sim, ligeiro, porque a maior parte das vezes este tipo de AVC causa morte imediata…Tive sorte, tive mesmo muita sorte!
Este dia foi uma estreia em muita coisa… Em susto, em ir parar às urgências de um hospital, em andar de cadeira de rodas e em ir de ambulância: depois do resultado do TAC ainda fui vista por um neurocirurgião de Santa Maria e para lá chegar fui de… Ambulância… Foi muito mau e nem levava as sirenes ligadas… O que me valeu foi o enfermeiro que foi comigo (o mesmo que me fez a triagem), que tentava distrair-me conversando o tempo todo. Era propositado para ver se respondia correctamente. Não foi preciso operar, mas estive sete dias internada e, claro, a viagem planeada para 5 de Outubro, foi às ortigas… Mas não ficaram sequelas físicas visíveis.
Os primeiros tempos foram complicados, com dores de cabeça, tonturas e desequilíbrios. Deixei de conseguir dormir, tive um pico de tensão que me obrigou a ir de novo às urgências, passei a tomar ansiolítico para andar mais calma. Deixei também de ler e escrever que eram coisas de que gostava muito (daí a minha ausência no blog).
Suspeita-se que o AVC tenha tido origem no stress que vivi em 2016, não só a nível familiar, mas sobretudo devido à situação profissional (faço parte da peste grisalha)… Essa situação resolvi, pedindo para sair de onde estava e sinto-me melhor…

Hoje, passados 5 meses, já consigo ler e ter gosto em escrever, mas a minha cabeça nunca mais foi a mesma… Quero viver o dia a dia sem me preocupar muito (o que não é fácil) e sem fazer grandes planos… 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Coisas que acontecem…

Estávamos nós ainda a celebrar o casamento, quando surge um acontecimento infeliz… A Leonor partiu uma perninha!
Ao tropeçar num boneco, na sala e em frente à Mãe, cai mal e partiu o fémur esquerdo… Foi uma grande preocupação, teve que ser anestesiada para se colocar o osso no lugar e engessaram-lhe a perninha do tornozelo à cintura… Os primeiros dias foram muito difíceis, com a menina a queixar-se das costinhas porque não tinha posição para estar, a queixar-se da perna e a pedir aos pais para lhe tirarem aquilo porque queria saltar e dançar… Terrível, só quem passa por isto… E tormento está para durar entre 4 a 8 semanas…
Agora, passados mais de 15 dias, a Princesa está mais calma, já não tem dores (ou pelo menos não se queixa) e já lida melhor com o peso morto que é aquele gesso todo. Já consegue inclusive voltar-se de barriga para baixo na cama e sabe que só pode por no chão o pezinho direito, porque o esquerdo tem “doi-doi”…
Apesar de já ter ido à consulta de acompanhamento e estar tudo a correr bem, o meu coração de Avó só vai descansar quando, em finais de Setembro, a vir sem aquele peso morto, necessário, mas que torna tudo tão difícil.

Para quem criou três filhos e que felizmente nunca passou por esta situação, não é nada fácil de lidar. Queria ser eu a estar no lugar dela, coitadinha…

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“A igreja estava toda iluminada…”

Depois de em Fevereiro termos recebido a notícia do ano “estamos noivos, vamos casar em Agosto”, o meu filho casou-se… E com direito a tudo, igreja, véu e grinalda, lua-de-mel, tudo…
No passado sábado, o Ricardo e a Catarina casaram-se, numa cerimónia bonita mas com a descontracção possível, num dia como este…



O dia começou fresco na piscina da quinta, para quem quis (ou pôde…). A Leonor estava deliciada com os mergulhos… As horas passaram a correr e quando demos por isso era já tempo de ir para a igreja. O noivo chegou em cima da hora prevista, mas a noiva… Uma hora de atraso! Penitencia proferida pelo padre? Cinco filhos! Chiça!


Foi emocionante, mas seguramente divertido, com os familiares mais próximos e os amigos de longa data a apoiarem e participarem. Agora andam aí pelo mundo…

Só podemos desejar-lhes toda a felicidade do universo!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Palheiro

Pois então, lá voltámos ao Palheiro…
Largámos as paredes e focámo-nos em construir a mezanine. Para isso, foi necessário que o Norberto fizesse uma viga em cimento e ferro por cima da porta de entrada e, já agora, que alinhasse as paredes laterais com a viga. Só depois disto feito se poderia iniciar a mezanine porque os barrotes de sustentação da mesma seriam colocados na dita viga. E assim, decidimos comprar o chão e pregos e já prevíamos um coro de martelanço que devia acordar a aldeia inteira… Mas, ao ver na televisão um programa de bricolage, percebemos que se tivéssemos uma pistola a ar comprimido (temos uma eléctrica mas só dá para pequenos pregos…) tínhamos a tarefa muito facilitada. E lá investimos alguns cobres numa daquelas máquinas ruidosas (pelo menos evitámos o barulho dos martelos a bater!) mas que nos dão a possibilidade de não termos um braço todo lixado ao fim de uma hora de martelanço… Benditas máquinas!
Com cerca de 4 horas de trabalho, conseguimos construir a mezanine e ainda refazer uma parte de parede em pedra que estava caída, para chegar (quase) ao chão que tínhamos posto.
O Carlos está louco para construir a escada de acesso à mezanine e pensámos: se no próximo fim-de-semana tivermos tempo, vamos fixar os barrotes de apoio à escada e à parede…
Tudo mentira! Não fizemos nada disto… O que escrevi acima foi em Maio, entretanto fomos de férias (maravilhosas por acaso…) e quando voltámos, como vínhamos descansadinhos, vá de ir para a biscatagem…







Tínhamos combinado com o Norberto tratar do telhado nos restantes 4 dias de férias… Que má ideia! Íamos morrendo logo no primeiro dia… Começámos às 8h da manhã e acabámos às 9,30h da noite, completamente a morrer. Ainda por cima começou a chover, o que no nosso caso faz parte, pois sempre que vamos para cima do telhado chove… Tirámos as telhas, tratámos as vigas, pusemos o entabuado e… levámos com chuva; no dia seguinte já com o Norberto em campo, foi colocar o isolamento as ripas, a claraboia e finalmente, telhar para que a malvada chuva não entrasse…





 


Nos restantes dias, nivelámos o chão, fizemos a janela e tentámos definir o sítio da futura porta que irá ligar o palheiro à nossa casa. Aqui a coisa não correu bem…  







Foi assim: espetamos um ferro de construção na parede do palheiro, pela altura que imaginávamos ser a correta para a ombreira da porta, o Norberto e o Carlos ficaram do lado do palheiro e eu fui para a casa da manjedoura que faz paredes meias com o palheiro… O Norberto começa a martelar o ferro e eu à espera. A determinada altura pareceu-me ouvir cair umas pedrinhas, areia, sei lá, por cima da minha cabeça, ou seja no chão do quarto. Fui ver, mas não consegui perceber nada. Chega o Carlos e relato o que me tinha parecido ouvir. “Não! Deves ter ouvido mal…” Volta para junto do Norberto, mais umas marteladas e… catrapus! Cai qualquer coisa no chão do quarto… Mandei parar, subi ao quarto e lá estava um bocado de reboco caído: mais umas marteladas e o ferro ficava espetado na comoda encostada a esta parede…
Constatámos que o palheiro está cerca de 80cm acima do nível da nossa casa, o que provocou uma alteração de planos… Tivemos que deixar um espaço sem chão junto à parede, tipo caixa, para no futuro fazermos uma escada de três degraus (pelo menos): a porta vista do lado do palheiro vai parecer uma porta anã… Sempre que tentamos abrir portas de comunicação, a coisa complica-se. É como nos telhados, sempre que pensamos em mexer nos telhados, chove…
Cada um é para o que nasce…

Entretanto, também se colocou a janela e… Parámos. É verão, há que aproveitar o sol e a praia. No outono/inverno voltamos…

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dia da Mãe…

Este ano celebrámos o dia da Mãe em minha casa… A Inês fez-me a surpresa de trazer este bolo dedicado a mim (e a todas as Mães presentes) que tinha feito em segredo. Apesar de ela dizer que correu muito mal (quis forrá-lo a ganache de chocolate branco, mas o ganache estava do contra…), o bolo estava lindo e delicioso: era de laranja, recheado com chocolate branco...
Admirem!


Recebi  ainda do Ricardo uma caixa lindíssima da Schwepps (para preparar gin) com um ar de verão, forrada com desenhos de  hibiscus, maravilhosa...

Também foi dia de, finalmente, os pais da Catarina virem a nossa casa e também, finalmente, conhecer os pais do Armando…
Conseguimos estar 14 pessoas à mesa, pois juntei ao grupo as minhas primas e o meu pai e a esposa. Faltou a Leonor (e a mãe e o pai, claro)…
Foi um almoço muito divertido.
Que todas as Mães possam ter passado um bom dia e às Mães que já cá não estão, a minha por exemplo, que todos os filhos as tenham lembrado hoje e sempre.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tempo de decidir

Em tudo temos que fazer escolhas. Na vida profissional, na vida pessoal, o que vamos vestir, onde vamos passar as próximas férias, etc… Escolher é bom, podemos sempre decidir-nos por aquilo que mais gostamos… Ou não!
No nosso caso é mais ou menos não… Tivemos a hipótese de escolher estar sentados ao calor da lareira, mas optámos por… Ir fazer cimento! É verdade, temos que voltar à vida de pedreiro de fim de semana ou como diz a minha Inês, recomeçar os biscates de fim de semana.
O palheiro que comprámos e onde planeamos fazer uma arrecadação (era previsto que fosse garagem, mas não vai dar…), uma espécie de “adega” e uma mezanine, tem paredes de pedra (sem cimento), chão de terra e telha à vista (e osgas!)... Portanto o trabalho é mais que muito, e o dinheiro a gastar também… E a pressa de ter o espaço pronto é maior ainda, dado que temos pertences na adega da vizinha, a Tia Etelvina.




Assim, em Dezembro começámos com o trabalho e fizemos a recuperação de uma parte da parede interna, mas que fica do lado da rua (das 4 paredes só duas tem acesso pela rua, as outras confinam com a nossa casa), para evitar que entre bicharedo. Não foi tão difícil como julgávamos e em duas tardes conseguimos fazer uma boa parte. Mas, cansámo-nos rápido… Com o Carlos a trabalhar aos sábados no mês de Natal, deixámos a recuperação para trás.




Mas se não quisermos fazer cimento, temos mais por onde escolher… A casa de banho pequena, precisa de remodelação, mas está adiada. No entanto, a substituição da porta está por nossa conta, porque vamos substituir a de alumínio horrível que lá está por uma de madeira, original da casa, e que era de um dos quartos; para além disto, temos o portão da sala para substituir, a porta da rua para colocar novas dobradiças, uma porta nova para fazer na casa das máquinas e prateleiras para fazer e colocar na manjedoura…
Trabalho não falta, o problema é decidir fazer o quê…
Optámos por fazer as prateleiras da casa da burra/manjedoura. Tínhamos feito um desenho com o aproveitamento do espaço e pensado comprar madeira, cortar à medida, etc, mas existe uma coisa que se chama Ikea e que apresenta soluções para tudo… Acabámos por nos decidir por prateleiras em pinho maciço que o Carlos, sabiamente, adaptou ao espaço. Ficou um espectáculo (para nós, claro) e conseguimos arrumar montes de tralha, mas não nos livrámos dos caixotes, porque ainda temos um conjunto deles enfiados no palheiro. Como “herdámos” um sofá de casa do Armando, montámo-lo na casa da burra; ficou muito giro…





Agora é voltar ao palheiro…