quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O tempo da fruta

Este ano não nos podemos queixar de falta de fruta… Como escrevi no post anterior, apesar de distribuirmos por todo o lado, não estamos a conseguir dar conta de tantas ameixas… Acabam por se estragar, por cair de maduras. As pereiras estão cheias, com as peras, aparentemente, sem bicho. As maçãs, apesar do desbaste que fizemos, são às pazadas: de duas macieiras pequenas, temos maçãs, para dar e vender. Para já, só as peras mel estão em condições de comer e são pouquinhas, pois a pera rocha ainda não está madura; para já, das maçãs só estou a aproveitar as que vão caindo e queremos fazer sidra…. Vamos lá ver como corre!







Continuamos com os trabalhos no quintal, porque há que aproveitar o bom tempo. Numa das casinhas de madeira, a mais pequena, há dois invernos a proteção do telhado desapareceu numa noite de vento. Provisoriamente colocámos um plástico que, na semana passada, também ficou feito em frangalhos devido ao vento. Este fim de semana lá nos propusemos a cobrir o telhado definitivamente, esperamos nós, aproveitando com onduline que tinha sobrado das obras da casa e outro que tivemos que comprar. Azar, é de cor diferente… Assim, temos meia agua toda pi-pi, em preto, e a outra toda cheia de remendos em vermelho. Um bocado abarracado, mas é o que se pode arranjar.




Ir ao Leroy Merlin é sempre “mau”, de cada vez que lá vamos, eu “invento” qualquer coisa para gastar dinheiro… Desta vez, foi num sistema eléctrico de produção independente… Já há algum tempo que andava com esta ideia para poder iluminar o quintal e deixar de gastar dinheiro em candeeiros solares que só gastam pilhas e não rendem nada. E pronto, já está tudo montadinho: um painel Solar pequeno e as maquinetas associadas para poder ligar lâmpadas em 230v. Já deu luz, agora é só passar para a rua…



E já fizemos a nossa vindima… Os três cachos que as duas videiras deram, estavam maduros e já os apanhámos e comemos… Uva branca de mesa muito doce e sem qualquer tratamento. Para o ano há mais…

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Noticias da Casa da Ermida…

E um mês passa tão depressa: já faz mais de um mês que escrevi no blog a falar da Primavera no quintal… Entretanto já estivemos de férias (sem viagens porque não nos apetece confusão…) e já voltámos ao trabalho…


Este ano ficámos por casa, demos pequenos passeios, tratámos do quintal e, mais importante que tudo, a Leonor, pela primeira vez em 3 anos de vida, passou 4 dias em nossa casa. Apesar de algumas pequenas “birras” e chantagens, correu muito bem… Houve piscina, passeios, praia e rio (à procura de patos selvagens), estreia do baloiço no quintal e apanha de ameixas. Adorámos, queremos mais…




Fomos a Estremoz e, como habitualmente, tive que gastar dinheiro na feira de velharias. Desta vez trouxemos um escadote de madeira, um espelho em ferro forjado, uma grade em ferro e uma armação para lavatório… Um dia destes ainda tenho que começar a vender tralha! O sábado terminou com um belo jantar em Évora, em muito boa companhia: Guida, Mansinho (o jantar estava excelente!), Lena e Amaro (obrigada também pelas sardinhas almoço, divinas). Foi um fim de semana bem passado, dormindo num turismo rural em Evoramonte







Quanto ao quintal, as ameixoeiras estão já no final da frutificação (tenho distribuído ameixas por todo o lado), as peras e as maçãs estão com muito bom aspecto, aparentemente sem bicharedo: obrigada Pai pela dica da mistela para apanhar as moscas! Este ano até temos uvas pela primeira vez: 3 cachos (ui, que fartura)…


























Pois finalmente escolhemos o local onde instalar um baloiço… Depois de muito pensar, decidimos colocá-lo no quintal, protegido pela sombra da nespereira e de uma ameixoeira. O Carlos definiu como fazer, comprámos a madeira e relva artificial e já lá mora! A Leonor adorou, e a Bonie e o Clide adoraram a relva artificial… Para além disto, fizemos um deck em madeira para criar espaço de descanso e encurtar a zona de erva. Quanto menos terra descoberta, menos erva para cortar!

 Continuo a criar espaços para flores e inspirada pelas imagens do Pinterest (sou fã absoluta!!!) acabei por comprar uma bicicleta antiga para colocar mais uns vasos, Não é bem uma pasteleira, ainda falta pintar, mas acho que vai ficar gira… 








Desta vez não foi preciso ir a Estremoz, bem perto de casa, através de um anuncio na Net encontrei o que queria…

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Primavera no quintal

Não consigo estar parada…. Enquanto não recomeçamos a recuperação do palheiro, por ainda ser um bocado cedo para a nossa saúde, dediquei-me à Primavera, ou melhor dizendo, a criar Primavera no quintal…
Para além de ter que andar sempre a dar cabo das ervas, que como sabemos crescem de forma desmedida, decidi criar

Seria tudo tão mais fácil se as ervas daninhas não existissem… Mas existem e dão muito trabalho, por isso de 15 em 15 dias há que sacar da roçadora e dar cabo delas…. Claro que a Primavera incentiva ainda mais o crescimento das ervas e, às vezes, esquece-se de incentivar o crescimento das plantas e flores, mas ainda assim eu gosto de andar a esgravatar na terra…. É um trabalho inacabado…
Para além de fazer novos canteiros, plantar e semear flores, decidimos (finalmente) recriar o espaço onde temos um depósito de 1000L: com “ladrilhos” e estacas de madeira, criei as paredes. No chão, fizemos uma caixa que enchemos com entulho e cobrimos de cimento e o depósito tem casa nova.
Depois disto, decidi que era tempo de tratar do espaço por debaixo ada enorme nespereira, que não dá fruto nenhum de jeito, mas tem uma copa magnifica.  Como o terreno aqui é muito inclinado, criamos desníveis, socalcos, que deram lugar a um novo canteiro e a um espaço para colocar um banco de jardim que já esteve em 1001 sítios… O banco já lá mora…







Entretanto, virámos a nossa atenção para outro local do quintal. Há já muito tempo que queremos colocar uma rede de um dos lados do terreno, junto ao muro mais baixinho, mas foi um projecto sempre adiado, até porque existia uma parte que tinha que ser bem pensada antes de colocar a dita rede: devido ao desnível do terreno, que tem quase 3m de desnível num espaço de 5m lineares, a rede teria que ser cortada e em três sítios e não estávamos nada convencidos com isso… Depois de muitas ideias, achamos a solução: colocámos um gradeamento em madeira nas partes do desnível e a rede vai partir da última grade. Escusado será dizer que gostámos do resultado e temos pena de não levarmos o gradeamento em madeira até ao final do terreno, mas é demasiado caro e, funcionalmente, não justifica…
Este é o aspecto:



Para além do Carlos, que me atura nestas (e noutras) andanças, temos sempre a companhia da Bonie e do Clide… ???? São as duas feras felinas que herdei da Inês e que me obedecem (quase…) e seguem como se fossem cães. Para estes dois gatos que estavam habituados a estar presos num apartamento, poderem sentir a liberdade de correr pelo terreno, perseguir moscas, borboletas e outras espécies, animalejas ou não, é um delírio…











Quem gostou muito de andar no quintal foi a Leonor: munida do seu pequeno regador, ajudou a regar as flores, regou os pés dela e a camisola, mas estava super feliz…

Vamos ver se este ano a fruta sai melhor, sem bicharedo, com a ajuda das armadilhas que o meu Pai nos ensinou. Para já as ameixas estão bonitas e já nasceram uvas (pela primeira vez…), maçãs e peras…








quinta-feira, 9 de março de 2017

Quando a vida nos prega partidas…

Dizia eu no post anterior que “queria estar no lugar da Leonor” e isso não tardou muito a acontecer. Só agora me “apetece” falar do assunto…
O dia 4 de Outubro de 2016 ficará sempre marcado como o inicio do resto da minha vida…
Estava muito divertida a almoçar com uma amiga e colega de trabalho, falando dos meus planos de viagem para o dia seguinte e para o ano de 2017, quando senti uma dor lancinante na têmpora esquerda que se propagou para a cabeça e que durou algum tempo que não sei quantificar... Era uma dor muito intensa, uma dor que nunca havia sentido… Quando ela abrandou, fomos até ao Continente fazer umas compras e aí comecei a ficar com a visão turva do lado esquerdo e a sentir desequilíbrios e náuseas. Foi com muita dificuldade que cheguei ao escritório e só aí pude constatar a palidez da minha cara. Sentei-me à secretária, mal conseguia falar, ainda fui à net tentar perceber o que se estava a passar, mas depois de vomitar, de muitas insistências em me levar ao hospital e falar com a Paula a pedir conselho, lá me decidi ir ao hospital, acompanhada da minha filha Inês, a quem pedi para vir ter comigo. Ainda passei na CUF do Pq Nações, onde entrei pelo meu pé, mas como me pediram uma caução, desisti e fui para o hospital de Loures. A viagem foi surreal, porque além da Inês ter carta há pouco tempo, também não conhecia o caminho, mas lá chegámos.
Às 16,30h estava a tirar a senha, o que quer dizer que já tinham passado 3h desde o episodio da dor de cabeça. Fui chamada quase de imediato para a triagem e quando explicava o que tinha acontecido ao enfermeiro, ele liga para alguém e dá o meu nome… Estranho…
Não demorou muito que me chamassem para a consulta, onde voltei a explicar o que havia sucedido. Quando a medica me examinou, perguntou de imediato qual era a cor da caneta que tinha na mão. Só me apeteceu chamar-lhe nomes; então não se via logo que era vermelha??? Mandou-me fazer exames e chamou um auxiliar para me por em cadeira de rodas… What??? Mas lá fui, de salto agulha e malinha no colo, a passar por quem estava à espera e que deve ter pensado que eu estaria a fazer ronha… Só após o resultado do TAC à cabeça percebi que tinha acontecido algo de muito grave… Nesta altura já a Paula, o Carlos, o Ricardo e Catarina tinham chegado ao hospital para se juntarem à Inês e à Belinha que, entretanto, também tinha vindo. Aliás a Paula já sabia de tudo o que se tinha passado, já sabia do resultado do TAC e já sabia o que ia acontecer a seguir. Lembram-se do telefonema do enfermeiro? Pois…
Assim, fiquei a saber que tinha sofrido um AVC hemorrágico, ligeiro. Sim, ligeiro, porque a maior parte das vezes este tipo de AVC causa morte imediata…Tive sorte, tive mesmo muita sorte!
Este dia foi uma estreia em muita coisa… Em susto, em ir parar às urgências de um hospital, em andar de cadeira de rodas e em ir de ambulância: depois do resultado do TAC ainda fui vista por um neurocirurgião de Santa Maria e para lá chegar fui de… Ambulância… Foi muito mau e nem levava as sirenes ligadas… O que me valeu foi o enfermeiro que foi comigo (o mesmo que me fez a triagem), que tentava distrair-me conversando o tempo todo. Era propositado para ver se respondia correctamente. Não foi preciso operar, mas estive sete dias internada e, claro, a viagem planeada para 5 de Outubro, foi às ortigas… Mas não ficaram sequelas físicas visíveis.
Os primeiros tempos foram complicados, com dores de cabeça, tonturas e desequilíbrios. Deixei de conseguir dormir, tive um pico de tensão que me obrigou a ir de novo às urgências, passei a tomar ansiolítico para andar mais calma. Deixei também de ler e escrever que eram coisas de que gostava muito (daí a minha ausência no blog).
Suspeita-se que o AVC tenha tido origem no stress que vivi em 2016, não só a nível familiar, mas sobretudo devido à situação profissional (faço parte da peste grisalha)… Essa situação resolvi, pedindo para sair de onde estava e sinto-me melhor…

Hoje, passados 5 meses, já consigo ler e ter gosto em escrever, mas a minha cabeça nunca mais foi a mesma… Quero viver o dia a dia sem me preocupar muito (o que não é fácil) e sem fazer grandes planos… 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Coisas que acontecem…

Estávamos nós ainda a celebrar o casamento, quando surge um acontecimento infeliz… A Leonor partiu uma perninha!
Ao tropeçar num boneco, na sala e em frente à Mãe, cai mal e partiu o fémur esquerdo… Foi uma grande preocupação, teve que ser anestesiada para se colocar o osso no lugar e engessaram-lhe a perninha do tornozelo à cintura… Os primeiros dias foram muito difíceis, com a menina a queixar-se das costinhas porque não tinha posição para estar, a queixar-se da perna e a pedir aos pais para lhe tirarem aquilo porque queria saltar e dançar… Terrível, só quem passa por isto… E tormento está para durar entre 4 a 8 semanas…
Agora, passados mais de 15 dias, a Princesa está mais calma, já não tem dores (ou pelo menos não se queixa) e já lida melhor com o peso morto que é aquele gesso todo. Já consegue inclusive voltar-se de barriga para baixo na cama e sabe que só pode por no chão o pezinho direito, porque o esquerdo tem “doi-doi”…
Apesar de já ter ido à consulta de acompanhamento e estar tudo a correr bem, o meu coração de Avó só vai descansar quando, em finais de Setembro, a vir sem aquele peso morto, necessário, mas que torna tudo tão difícil.

Para quem criou três filhos e que felizmente nunca passou por esta situação, não é nada fácil de lidar. Queria ser eu a estar no lugar dela, coitadinha…

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“A igreja estava toda iluminada…”

Depois de em Fevereiro termos recebido a notícia do ano “estamos noivos, vamos casar em Agosto”, o meu filho casou-se… E com direito a tudo, igreja, véu e grinalda, lua-de-mel, tudo…
No passado sábado, o Ricardo e a Catarina casaram-se, numa cerimónia bonita mas com a descontracção possível, num dia como este…



O dia começou fresco na piscina da quinta, para quem quis (ou pôde…). A Leonor estava deliciada com os mergulhos… As horas passaram a correr e quando demos por isso era já tempo de ir para a igreja. O noivo chegou em cima da hora prevista, mas a noiva… Uma hora de atraso! Penitencia proferida pelo padre? Cinco filhos! Chiça!


Foi emocionante, mas seguramente divertido, com os familiares mais próximos e os amigos de longa data a apoiarem e participarem. Agora andam aí pelo mundo…

Só podemos desejar-lhes toda a felicidade do universo!